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Ir ou voltar de Barreirinhas em voo comercial pode ser um dos pontos altos de uma viagem pela região dos Lençóis Maranhenses. Isso porque o trecho entre a capital São Luís e o município possibilita uma visão panorâmica do Parque Nacional. Os voos são oferecidos pela Azul Conecta, companhia subsidiária da Azul, e ocorrem às quartas, sextas e domingos.

“Esse voo deveria entrar na lista dos top 10 voos para se fazer antes de morrer. É realmente uma experiência inesquecível. Apesar de fazer esse voo todos os meses, a sensação é a de ser o primeiro, pois nunca, de verdade, é o mesmo Parque”, avalia o consultor Léo Marques, que viaja para Barreirinhas com frequência devido ao trabalho.

(Foto: Divulgação)

Além da paisagem deslumbrante, outra vantagem é a redução do tempo de deslocamento. Pelo ar, a viagem dura uma hora ou menos. Por terra, leva quatro horas, em média, dependendo do tipo de transporte, que pode ser carro, van ou ônibus de linha.

“Para mim, é uma economia de tempo. Quando faço essa viagem através de voo, consigo ser mais produtivo, pois é bem rápido. Em 45 minutos chego em Barreirinhas. Se for de carro, levo pelo menos quatro horas”, revela o consultor.

De acordo com o empresário Saulo Prazeres, sócio-administrador do Vila Aty, hotel localizado no povoado Atins, em Barreirinhas, a maior rapidez no trajeto traz mais comodidade principalmente para quem se hospeda no vilarejo, já que, mesmo após desembarcar no aeroporto do município, ainda é necessário mais um deslocamento pelo rio ou por terra para chegar a Atins.

“Chegando em Barreirinhas, o viajante pode seguir para Atins de lancha, um trajeto que dura mais ou menos uma hora, ou em veículos 4×4, que leva de uma hora e meia a duas horas. Quem vai de avião a Barreirinhas e segue para Atins utilizando outros meios de transporte gasta menos tempo se locomovendo e pode chegar ao vilarejo mais descansado”, detalha Saulo.

(Foto: Divulgação)

Além da opção de lancha compartilhada, também é possível chegar ao povoado em lancha privativa, o que pode tornar o deslocamento em uma experiência mais proveitosa.

“O caminho é cercado pelas belezas naturais do rio Preguiças, dos mangues, dos pássaros, da praia do Caburé. E o nosso serviço de transfer em lancha privativa transforma o percurso em um passeio com paradas em Vassouras e oásis dos pescadores. Indicamos para quem quer mais conforto e otimização do tempo e do trajeto”, recomenda o sócio-administrador do Vila Aty.

Voos

Os voos regulares para Barreirinhas ocorrem às 15h, partindo do Aeroporto Internacional Marechal Cunha Machado, em São Luís. No sentido contrário, a saída acontece às 13h10, do Aeroporto Regional de Barreirinhas.

A Azul Conecta opera com aeronave modelo Cessna Gran Caravan, um turboélice regional monomotor com capacidade para até nove passageiros e dois tripulantes, sem toalete de bordo — o que pode não ser um inconveniente, já que o trajeto é curto.

A subsidiária é a única a oferecer rotas regulares no município. Futuramente, a previsão é que a companhia aérea Gol também passe a operar no local com um voo direto entre São Paulo e Barreirinhas, conforme anunciado pelo Governo do Maranhão em janeiro deste ano.

Rita de Sousa, conhecida como tia Rita, reside no povoado Atins desde 1958 e, em 1999, bem antes do fortalecimento do turismo no local, decidiu alugar um quarto de sua casa para os viajantes, que apareciam em menor quantidade na época. “Eu fui a primeira”, afirma Rita sobre o meio de hospedagem fundado por ela e que, com o aumento gradativo da demanda, cresceu e passou a contar também com agência para realização de passeios na região.

Casada com pescador, ela relata que a pesca deixou de ser o principal trabalho desenvolvido no vilarejo, dando lugar às atividades relacionadas ao turismo. Ela avalia a mudança como positiva e enxerga no movimento turístico um importante fator para o desenvolvimento da região. “A tendência é melhorar a cada dia”, comenta Rita.

Além de criar mais oportunidades para geração de renda, o turismo também foi responsável pelo aumento dos postos de trabalho no povoado. Por outro lado, há escassez de mão de obra local qualificada para exercer funções específicas, o que pode dificultar a inclusão da comunidade local em empreendimentos ligados à cadeia produtiva do turismo.

Segundo o empresário Saulo Prazeres, sócio-administrador do Vila Aty Eco Lodge, em Atins, investir na capacitação das equipes é fundamental para aumentar a empregabilidade de quem vive na região.

“Mais de 90% das pessoas que trabalham no hotel são da região. Algumas delas precisaram aprender do zero devido à falta de conhecimento sobre a atividade que passariam a realizar, por isso investimos muito em treinamentos. E, para além da responsabilidade social, que é um compromisso nosso, é importante para nós e para quem se hospeda conosco a experiência de poder conhecer mais sobre a cultura local diretamente com as pessoas que fazem parte da comunidade”, esclarece o empresário.

Ilton Silva, que trabalha no Vila Aty há mais de dois anos como garçom e barman, conta que já tinha um pouco de conhecimento sobre essas atividades antes de ser contratado pelo hotel, mas pôde se aperfeiçoar com as capacitações promovidas pelo meio de hospedagem.

“O Vila Aty trouxe vários treinamentos. Venho me desenvolvendo bastante em questão de atendimento”, assegura Ilton, que também apontou o aumento das oportunidades de trabalho como o maior ponto positivo do crescimento do turismo em Atins. “A gente não precisa sair daqui para ir para outro lugar trabalhar”, reflete.

Assim como outras práticas sustentáveis — a exemplo das relacionadas a questões ambientais —, a preocupação com o desenvolvimento regional e das comunidades é hoje uma das tônicas em empreendimentos responsáveis. “Temos consciência de que as nossas ações enquanto empresa geram impactos sociais, por isso trabalhamos para fazer com que eles sejam positivos”, afirma Saulo.

Vila Aty

O Vila Aty Eco Lodge é um ponto de contato com a natureza e cultura do povoado Atins (Barreirinhas/MA), oferecendo imersão e experiências para quem deseja relaxar e se aventurar na região dos Lençóis Maranhenses. O hotel dispõe de excelente estrutura, espaço integrado à natureza, equipe composta majoritariamente por pessoas da comunidade local e uma cuidadosa curadoria de atividades pensadas por quem conhece o lugar.

Antes de se consolidar como destino turístico, o vilarejo Atins já era popular entre os praticantes de kitesurf, esporte aquático que permite velejar sem barco, utilizando apenas uma prancha e uma pipa (ou kite, em inglês).

Um dos motivos que fazem o povoado ser considerado um dos melhores lugares do Brasil para o esporte são os ventos fortes e constantes da região.

“É um lugar bem incrível! Acho que todo mundo deveria ir para provar o kite lá, que é uma coisa bem diferente de velejar em outros lugares”, avalia Mikaili Sol, hexacampeã mundial de kitesurf.

A jovem atleta cearense — que cresceu vendo o pai maranhense praticando o esporte — esteve em Atins em setembro de 2020 e, atualmente, se prepara para disputar o circuito mundial da GKA (Global Kitesports Association) na categoria Freestyle.

Os ventos favoráveis, no entanto, não são a única razão pela qual o povoado atrai kitesurfistas profissionais e amadores de várias partes do Brasil e do mundo.

Segundo o empresário Saulo Prazeres, maranhense apaixonado pelo esporte, o local possui ainda outros atributos que o tornam ideal para o kite.

“Quando a maré está baixa, o velejador tem águas rasas e calmas, propícias ao aprendizado. Além disso, há um canal que liga o rio Preguiças ao mar, sendo um atrativo para curtir grandes ondas no mar e também fazer downwind [travessia a favor do vento] com paisagens paradisíacas na região dos Lençóis Maranhenses”, descreve Saulo.

O kitesurf o levou a ter seu primeiro contato com o povoado, há mais de 10 anos, e também foi uma de suas principais motivações para empreender em Atins, fundando o hotel Vila Aty, do qual é sócio-administrador.

“Conheci o vilarejo de Atins em 2009 vindo de uma kitetrip que partiu de Tutoia. Uma chegada ao pôr do sol, a praia estava linda. Foi nesse momento que escolhi Atins para iniciar a jornada no turismo”, relembra o empresário.

Passar o dia na praia de Atins velejando entre o rio e o mar, fazer downwinds de 15 a 25 km partindo da praia do povoado até o Canto do Atins, e o velejo em uma das lagoas dos Lençóis — que é liberada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) para a prática do esporte — são algumas das atividades que Saulo recomenda aos kitesurfistas que estiverem visitando a região.

Ainda de acordo com ele, a melhor época para velejar são os meses de julho a dezembro, quando os ventos ficam mais fortes.

Atins

Situado no município de Barreirinhas (MA), o povoado Atins é uma das principais portas de entrada para conhecer o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses.

Apesar de ser um dos destinos mais remotos e isolados do Maranhão, possui localização estratégica para conhecer o Parque, ficando à distância de apenas 2,5 km do início das dunas e lagoas dos Lençóis.

O acesso a esse local de natureza preservada pode ser feito a partir do centro de Barreirinhas em veículo 4×4, percorrendo trilhas de areia, ou em lancha, pelo rio Preguiças.

Os ventos favoráveis, no entanto, não são a única razão pela qual o povoado atrai kitesurfistas profissionais e amadores de várias partes do Brasil e do mundo. (Foto: Divulgação)

Julho, mês das férias escolares, chegou e, com ele, vem a dúvida sobre como entreter os filhos e também aproveitar ao máximo esse período ao lado deles. Uma boa escolha pode ser viajar em família. Para isso, não é necessário ir muito longe. Atins, vilarejo pé na areia na região dos Lençóis Maranhenses, reúne lagoas e praia com águas calmas em um só lugar.

Situado a pouco mais de 280 km da capital São Luís, Atins é um povoado que pertence ao município de Barreirinhas (MA). Apesar de ser um dos destinos mais remotos do estado, o vilarejo tem localização estratégica para desbravar os Lençóis, já que fica a apenas 2,5 km do início das dunas e lagoas do Parque, e possui ótimas hospedagens e restaurantes.

A partir de São Luís, é necessário percorrer cerca de 260 km até o município de Barreirinhas de carro, ônibus ou van. O trajeto leva, em média, quatro horas para ser percorrido. Também é possível fazer esse trecho em aeronave, com saída do aeroporto de São Luís e chegada ao de Barreirinhas. A viagem dura cerca de uma hora.

O restante do percurso até o povoado pode ser feito em veículo 4×4 por trilha de areia, com duração de uma hora e meia a duas horas, ou em lancha pelo rio Preguiças, transporte que leva aproximadamente uma hora para chegar ao vilarejo. Para quem viaja com crianças, a recomendação é optar pela lancha.

"Além de mais rápido, o trajeto de lancha tende a ser mais tranquilo, com águas calmas. A água pode ficar um pouco mais agitada em alguns trechos, formando pequenas marolas, mas nada que cause preocupação", explica Saulo Prazeres, sócio-administrador de um hotel em Atins, que conhece bem a região.

O empresário também explica que, mesmo que a lancha possua cobertura, há pontos onde o sol pode incidir sobre as pessoas, por isso ele orienta utilizar protetor solar e acessórios que ajudem a bloquear os raios solares.

"Também há bastante vento durante o percurso, por isso pode ser interessante utilizar algum tipo de coberta, como uma toalha, por exemplo, para proteger as crianças da ação do vento", complementa.

Uma dúvida comum nas viagens com os pequenos, de acordo com Saulo, é sobre a idade mínima para fazer os famosos passeios às lagoas do Parque. Ele esclarece que bebês a partir de seis meses podem participar da experiência.

"As lagoas mais próximas de Atins ficam a apenas 15 ou 20 minutos de carro. O caminho exige que o carro possua tração nas quatro rodas, mas um bom motorista vai garantir o melhor percurso. Ao chegar às lagoas e dunas, podem ocorrer ventos fortes e muito sol, por isso recomendamos proteção para a sua criança. No mais, é só tranquilidade", garante.

O vilarejo dispõe ainda de praia muito frequentada por kitesurfistas, que aproveitam a temporada dos ventos para praticar o esporte, e também por outros públicos, incluindo crianças, que podem usufruir de banhos refrescantes e seguros em suas águas calmas.

"É interessante selecionar uma hospedagem próxima à praia do Atins, pois, assim, dá para acessar a praia em poucos minutos, quantas vezes quiser, e também retornar rapidamente ao hotel, caso seja necessário, até mesmo caminhando. Quem preferir ir a pé deve escolher um horário com sol mais ameno, pois a areia fica bem quente", aconselha Saulo.

As ruas de areia do povoado, consideradas um charme à parte pelos turistas, também não são um obstáculo para quem viaja com crianças e precisa se deslocar pelo vilarejo. Dentro de Atins, o transporte é feito em jardineiras (veículos 4×4) e quadriciclos, inclusive na modalidade quadritáxi.

Algumas hospedagens oferecem gratuitamente aos seus clientes esse serviço de deslocamento interno no povoado, e também equipamentos de lazer e atividades de recreação para os pequenos.

"Caso decida viajar com seu bebê ou criança para Atins, leve protetor solar, repelente, camisa UV e medicamentos básicos para uma eventual emergência. Segurança nunca é demais, por isso evite grandes emoções e procure sempre agências autorizadas", finaliza o empresário.

Viajar é uma boa maneira de recarregar as energias — e isso pode servir também para relacionamentos. No Maranhão, o povoado Atins, localizado no município Barreirinhas, é um destino muito procurado principalmente por casais. Segundo dados da plataforma Booking, 67,77% das pessoas que buscam por hospedagem no vilarejo planejam viajar em casal, 14,56% com a família, 10,92% em grupo e apenas 6,75% sem companhia.

Sem considerar destinos, apenas hábitos dos viajantes, um levantamento da Opinion Box mostrou que 24% dos brasileiros costuma viajar em casal (namorados ou cônjuges), ficando atrás apenas dos que vão acompanhados da família, que representam 55%. Conhecer ou revisitar destinos sozinho ou com amigos foi a opção de 11% e de 9% dos entrevistados, respectivamente, o que demonstra a preferência do brasileiro por viajar em boa companhia.

Se o objetivo for cultivar o relacionamento em uma viagem a dois, alguns detalhes podem ajudar a aproximar ainda mais o casal. “Além de escolher uma acomodação que possa fornecer conforto e privacidade, serviços como o special welcome no quarto — que inclui ambientação romântica, espumante, frutas e chocolates — e jantar romântico no gazebo do hotel podem tornar a viagem mais intimista e memorável”, sugere Saulo Prazeres, sócio-administrador do hotel Vila Aty, em Atins.

Para explorar o que a região tem a oferecer, o visitante também pode optar por uma experiência diferenciada nos Lençóis Maranhenses. “O piquenique ao pôr do sol nas dunas é algo fantástico e único”, assegura o empresário.

Claudiane Arevalos, turista do Pará, visitou em fevereiro o vilarejo ao lado de seu marido e sogra, e conta ter ficado encantada com o pôr do sol no Parque Nacional. “Foi uma experiência maravilhosa, espetacular! Quando vi aquele pacote no hotel achei super diferente, super inteligente”, avalia.

Além disso, quem pretende visitar o vilarejo já no mês de abril poderá se refrescar no Poço Verde e na Cachoeira do Bonzinho, e também participar de pescaria.

“Atins é abençoado por estar circundado pelo Rio Preguiças, manguezais, igarapé e mar. Isso permite uma vida marinha ativa. Os visitantes podem participar de uma pescaria mais profissional, que pode levar o dia inteiro, ou artesanal, que é conduzida por um nativo da região e dura de 2 a 3 horas. Além de estar a 10 minutos das lagoas do Parque Nacional”, explica Saulo.

A partir do mês de maio, é possível desfrutar de passeios com banho nas águas calmas e cristalinas das lagoas dos Lençóis Maranhenses.

Feriados são a oportunidade perfeita para realizar aquela viagem dos sonhos e fazer isso em família torna tudo ainda mais memorável. Foi pensando nisso que o Vila Aty Eco Lodge, hotel no vilarejo Atins (Barreirinhas/MA), estruturou programação para quem deseja estreitar ainda mais os laços familiares viajando com a criançada no feriado do dia 7 de abril, sexta-feira santa.

“A nossa ideia em privilegiar as crianças nessa programação é proporcionar uma viagem em família na qual os pequenos possam se divertir e interagir com outras crianças, além do contato mais próximo com a natureza que Atins proporciona a todos”, afirma o empresário Saulo Prazeres, sócio-administrador do Vila Aty.

Para o empresário Saulo Prazeres, feriado é um bom momento para ter uma experiência única em família no povoado Atins (Foto: Arquivo pessoal)

O destaque da agenda da Semana Santa são as oficinas infantis que incluirão atividades de desenho e música, desenvolvidas por recreador no sábado (8) à noite e na manhã do domingo de Páscoa (9). Além da programação com as crianças, a noite de sábado também vai contar com um cardápio especial de frutos do mar no jantar, assinado pelo chef Wagner Velasco.

A dica, segundo o empresário, é não deixar para planejar a viagem em cima da hora, pois, assim como em outros feriados, a procura por acomodações em Atins costuma aumentar.

Na noite que antecede o domingo de Páscoa, o Vila Aty vai oferecer cardápio especial de frutos do mar no jantar, além de atividades para as crianças (Foto: Divulgação/Vila Aty)

“Feriados são uma oportunidade para descansar e estar junto das pessoas que amamos. Um bom momento para sair um pouco das telas, deixar a rotina de lado e ter uma experiência única em um destino paradisíaco como Atins. Muita gente também pensa assim, por isso a demanda sobe, então reservar hotel com antecedência é o ideal”, recomenda Saulo.

No ano passado, a ocupação média no Vila Aty em períodos que contemplaram feriados, pontos facultativos ou datas comemorativas como a sexta-feira santa, Corpus Christi (8 de junho), Dia dos Namorados (12 de junho), Independência do Brasil (7 de setembro) e Natal (25 de dezembro) ficou entre 70% e 98%.

Hotel Vila Aty é um ponto de contato com a natureza e cultura de Atins (Foto: Divulgação/Vila Aty)

Atins

O povoado Atins é um local de beleza cênica, com dunas, lagoas e praia. O clima tranquilo de suas ruas de areia são um convite à contemplação da natureza, atraindo turistas de todas as partes do mundo. Apesar de ser um dos destinos mais remotos e isolados do Maranhão, o vilarejo possui localização estratégica para desbravar o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, já que fica a apenas 2,5 km do início das dunas e lagoas dos Lençóis.

Uma boa opção de hospedagem na região é o Vila Aty Eco Lodge, um ponto de contato com a natureza e cultura de Atins que oferece imersão e experiências para quem deseja relaxar e se aventurar. Isso é possível graças à excelente estrutura, espaço integrado à natureza, equipe composta majoritariamente por nativos e uma cuidadosa curadoria de atividades pensadas por quem conhece o lugar.

Para muita gente, carnaval é época de agitar nos bloquinhos, mas também há quem prefira aproveitar o período para curtir lugares e programações mais sossegadas. Se o objetivo for relaxar e curtir a natureza, Atins, povoado de Barreirinhas (MA), pode agradar.

“Para quem quer sossego é perfeito! O lugar é paradisíaco”, afirma Raquel Ferracin, que saiu de Minas Gerais para passar o réveillon em Atins. Segundo ela, uma boa oferta de serviços internos fornecidos pelo meio de hospedagem contribui para a experiência de descanso. “Essas atividades diárias que o próprio hotel proporciona, sabe? Entra em contato, o serviço de transfer, é tudo maravilhoso”, ressalta.

Para atender a essa demanda, empreendimentos de Atins estão preparando atividades especialmente para o período carnavalesco. O Vila Aty Eco Lodge, hotel ecológico e sustentável localizado no povoado, estruturou uma programação que equilibra relaxamento e folia aos hóspedes.

Piquenique no fim da tarde é uma das experiências de conexão com a natureza oferecidas pelo Vila Aty (Foto: Brian Baldrati)

“Na noite de segunda-feira, dia 20 de fevereiro, vamos promover um baile de máscaras com música ao vivo para os nossos hóspedes. Na tarde da segunda-feira, 20, e manhã da terça-feira de carnaval, 21 de fevereiro, vamos oferecer massagem relaxante de cortesia a quem estiver hospedado conosco”, conta Saulo Prazeres, sócio-administrador do Vila Aty.

Ele acrescenta que, dentro das dependências do hotel, é possível realizar o ano inteiro outras experiências que favorecem o relaxamento por proporcionarem maior contato com a natureza, como tomar café da manhã sob o cajueiro, participar de piquenique no fim da tarde ou ter um jantar exclusivo no gazebo — atividades ambientadas no jardim do estabelecimento e organizadas por equipe do hotel mediante solicitação.

E se a ideia for também desbravar a região, o Vila Aty disponibiliza sem custo aos clientes o serviço de transporte para deslocamento interno no vilarejo e empréstimo de material esportivo para a prática de esportes ao ar livre, como vôlei, frescobol e futebol. Outra opção gratuita de lazer é a praia de Atins, distante cerca de 300 metros do hotel.

“Algumas atividades externas recomendadas para os viajantes que buscam tranquilidade são a pescaria com nativos durante o dia, passeio de barco no final da tarde para contemplação da revoada dos guarás e andar a cavalo nas dunas sob o nascer ou pôr do sol. Nesse período do ano, também podem ser visitados o Poço Verde e a Cachoeira do Bonzinho, ótimos locais para banho”, destaca o empresário.

Turistas podem passear pelo povoado utilizando quadriciclos (Foto: Brian Baldrati)

Vila Aty

Premiado pelo Tripadvisor por receber ótimas avaliações e estar entre 10% dos melhores estabelecimentos na plataforma, o Vila Aty Eco Lodge é um ponto de contato com a natureza e cultura de Atins. Com excelente estrutura, espaço integrado à natureza, equipe composta majoritariamente por nativos e uma cuidadosa curadoria de atividades pensadas por quem conhece o lugar, o hotel fornece todo o suporte necessário para que o turista desfrute de tudo o que a região dos Lençóis Maranhenses pode proporcionar.

Podem ser adquiridos junto ao hotel os serviços de transfer privativo entre Barreirinhas e Atins; special welcome no quarto com espumante, frutas e chocolates; massagem relaxante; e passeios personalizados organizados pela Aty Expedições, que conta com lancha confort, quadriciclos e veículo 4×4. Outra comodidade são os serviços de bar e restaurante que funcionam no estabelecimento. Aberto para almoço e jantar, o restaurante traz elementos da cozinha contemporânea e culinária regional.

Em 2020, a crise sanitária desencadeada pela Covid-19 ceifou vidas e causou grandes impactos à economia, principalmente no setor de turismo. Apesar do cenário de recessão, muitos empreendedores decidiram que era a hora de começar um novo negócio.

Naquele ano, foram abertas mais de três milhões de empresas no Brasil, um aumento de 6% em relação a 2019, segundo dados do Governo Federal.

E o Maranhão também apresentou crescimento, registrando um aumento de 16,1% na abertura de empresas em comparação com o ano anterior, a 5ª maior taxa do país.

“Tínhamos o sonho de criar um lugar de conexão com a natureza no povoado Atins, e, mesmo com todas as dificuldades para construir em um local tão isolado quanto esse, decidimos não adiar o projeto”, diz Jethro Raposo.

Ele é um dos responsáveis por hotel com proposta sustentável e ecológica na região dos Lençóis Maranhenses. “Por isso, o hotel abriu as portas em setembro de 2020, seguindo todas as recomendações das autoridades competentes”, relembra.

Durante a construção, além dos obstáculos já esperados para realizar uma obra em meio à natureza e em local mais afastado de grandes centros urbanos — considerando logística e custos para transporte de materiais e para moradia e alimentação da mão de obra local —, a pandemia tornou tudo mais complexo, pois havia a preocupação em garantir a saúde dos profissionais que trabalhavam na construção. “Precisaria manter o distanciamento”, explica Saulo Prazeres, sócio-administrador do hotel.

Segundo o empresário, os processos de expedição de licenças, de realização de treinamentos e de concessão de crédito também foram afetados pela crise sanitária.

“Os órgãos que liberavam as licenças para construção e que poderiam apoiar algum tipo de capacitação, e até de financiamento também, estavam todos paralisados. Então isso exigiu que nós buscássemos outro tipo de recurso, outro tipo de financiamento para execução de um projeto”, ressalta Saulo.

Quando o hotel começou a funcionar, ele conta que novos desafios surgiram.

“Nosso principal desafio foi sensibilizar a nossa equipe, os nossos profissionais, os nossos parceiros que trabalhavam com passeios, restaurantes, que seria necessário manter distanciamento físico, uso de máscara, uso do álcool em gel, não poder ter lotação máxima no hotel nem nos carros e veículos para passeios”, reflete.

Naquele ano, apesar do aumento no número geral de empresas no estado, houve uma ligeira redução no total de estabelecimentos ligados ao turismo no Maranhão, quando comparado a 2019.

Os segmentos que sofreram maior queda percentual foram o de agências e operadoras, com variação anual de -7,84%, e o de hospedagem, com -7,13%, de acordo com pesquisa do Observatório do Turismo do Maranhão.

Mesmo sendo um negócio em estágio inicial, o empreendimento de Saulo e Jethro foi um dos meios de hospedagem que conseguiu se estabelecer.

“Na época, falava-se em turismo de isolamento. E que lugar melhor para isso do que Atins, que é, por si só, um lugar mais isolado e com menor circulação de pessoas? Além disso, por sermos um hotel boutique, com poucos quartos e com uma cartela de serviços que possibilita ao hóspede sair do hotel apenas se ele quiser, ficaria mais fácil praticar o distanciamento social. Acho que tudo isso colaborou”, avalia Jethro.

Mas isso não implica dizer que as coisas foram fáceis para eles, é o que afirma Saulo.

“O movimento era menor, não tínhamos um grande fluxo de hóspedes. Consequentemente, a gente operou com foco na capacitação da equipe, ou seja, o foco não era lucro, era fazer a capacitação da equipe para que estivéssemos preparados quando essa pandemia passasse. Operávamos para poder pagar os custos e capacitar o time”, revela.

O sonho dos empresários deu tão certo que, em menos de três anos, o hotel que começou a funcionar no primeiro ano da crise sanitária já está em processo de expansão.

“Temos tido boa demanda e, por isso, decidimos dobrar o número de quartos do hotel. A previsão é que a ampliação seja inaugurada já em junho deste ano”, comemora Jethro.

Atleta paraolímpico e uma das referências no esporte adaptado, Fernando Fernandes esteve no Povoado Atins, nos Lençóis Maranhenses, e se encantou com o lugar.

Inspiração para as pessoas com deficiência, especialmente por praticar esportes radicais, Fernandes se divertiu na prática do kitesurf, em agosto de 2022. No local, ele reforçou a importância de mais pessoas pensarem no público com deficiência e se empenharem na adaptação e acolhimento.

“A minha grande preocupação é o que eu vou conseguir fazer, o quanto eu vou conseguir aproveitar, qual a logística para que isso aconteça. Você poder estar em um lugar onde você tem um quarto adaptado, tem meios para conseguir interagir com essa natureza, que cria essa acessibilidade, é conseguir ter uma viagem completa e feliz”, avalia o atleta.

Em Atins, o atleta disse ter curtido muito o passeio. Fernandes ainda recomendou o povoado para qualquer viajante que seja pessoa com deficiência.

“Eu acho que, quando nós chegamos na natureza, temos que ter entendimento que nem tudo é acessível, nem tudo vai estar adaptado para qualquer pessoa. Mas quando você tem pessoas com muita boa intenção, muita boa vontade de ajudar, esse processo acaba sendo mais leve, de passar da lancha para a cadeira, da cadeira para um carro ou para um quadriciclo, e é possível usufruir de toda a natureza que os Lençóis Maranhenses, Atins, pode proporcionar. Eu indico para qualquer cadeirante fazer essa viagem”, recomenda o atleta paralímpico.

A acessibilidade é um dos desafios do turismo e outras atividades econômicas no Brasil, país com mais de 17 milhões de pessoas com deficiência, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com isso em vista, e também para atender a todos os tipos de público interessados em conhecer Atins, o setor turístico na região começou a se mobilizar. É o que conta o empresário Jethro Raposo, um dos responsáveis por uma hotel que oferece hospedagem, culinária e passeios por Atins.

Segundo ele, hoje em dia o acesso às lagoas do Parque é mais facilitado a partir do povoado, quando comparado a outros locais de Barreirinhas. Nos passeios do Canto de Atins e da Ponta do Mangue, o transporte faz parada ao lado das lagoas, sem a necessidade do turista percorrer trajeto sem veículo até o local de banho, como ocorre em outras atividades na região.

Outra necessidade é a adaptação das áreas de uso comum nos hotéis, assim como os dormitórios. O empresário explicou o que os quartos de seu hotel já oferecem atualmente.

“Rampa de acesso ao quarto, cadeira adaptada para banho e metragem suficiente para permitir a locomoção de hóspedes cadeirantes, além de barras fixas de apoio no banheiro. Nossa equipe também sempre se coloca à disposição para atender às necessidades desses clientes, inclusive sugerindo atividades dentro e fora do hotel que sejam mais adequadas, levando em conta o tipo de deficiência”, completa o empresário.

Viajantes falam sobre suas experiências visitando destinos em períodos com menor circulação de turistas

Fazer uma viagem durante as férias, feriados ou folgas do trabalho é desejo de consumo de muita gente, principalmente se for possível conseguir preços mais baixos e aproveitar o melhor de cada lugar. Para isso, existem algumas estratégias já conhecidas por quem viaja com frequência, e uma delas é visitar destinos durante a baixa temporada, período em que o fluxo de turistas diminui.

Para a servidora pública Raíssa Timbó, que viaja entre quatro a cinco vezes por ano, fazer turismo durante a baixa temporada pode possibilitar um melhor aproveitamento dos serviços e experiências de cada lugar.

“Em alta temporada, algumas cidades ficam muito lotadas, sendo mais difícil fechar passeios. Às vezes, em restaurantes, se não fizer reserva, ficamos esperando muito tempo do lado de fora para conseguir entrar. Tem menos opção de hospedagem disponível, acabando por pagar muito caro pelo que alguns hotéis oferecem. Na baixa temporada não tem muito disso”, argumenta Raíssa.

No Brasil, a alta temporada geralmente ocorre durante os meses de janeiro, julho e dezembro, além dos feriados. Mas é importante sempre pesquisar antes de se aventurar por aí, pois essa época de grande demanda turística pode variar de acordo com as especificidades de cada destino.

No município de Barreirinhas, uma das principais portas de entrada para o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, a alta temporada ocorre principalmente nos meses de junho a agosto. De acordo com dados do Observatório do Turismo do Maranhão, a rede hoteleira local registrou mais de 80% de ocupação durante esse período no ano passado. Já os meses próximos, maio e setembro, tiveram índices acima de 60%, taxa superior aos demais meses do ano.

Fora da época de maior demanda, é comum os meios de hospedagem trabalharem com tarifas diferenciadas, como é o caso do Vila Aty Eco Lodge, hotel ecológico e sustentável localizado no povoado Atins, em Barreirinhas.

“Economia não é a única vantagem, pois Atins dispõe de atividades mesmo na baixa temporada. Por exemplo, de fevereiro a maio, quando o aumento do volume das chuvas faz romper as lagoas dos Lençóis, formam-se a Cachoeira do Bonzinho e o Poço Verde (ou Poço Azul), bons locais para banho. Além disso, fazer pescaria, trilhas de quadriciclo e praticar stand up padle e caiaque também são uma boa pedida”, recomenda o empresário Saulo Prazeres, um dos responsáveis pelo Vila Aty.

Raíssa Timbó, que já viajou ao povoado duas vezes durante a baixa temporada, conta ter escolhido o destino para aproveitar a praia de Atins, visitar restaurantes durante a noite e usufruir das comodidades oferecidas dentro das dependências do hotel escolhido por ela. “Fui para relaxar e descansar, foi perfeito”, avalia.

Ian Dias, profissional de educação física que viaja, em média, quatro vezes por ano, já esteve no vilarejo Atins tanto na alta quanto na baixa temporada, e diz ter aprovado a experiência em ambos os períodos. “Atins é um verdadeiro paraíso muito perto de São Luís. Ali temos um momento em que podemos nos desligar um pouco do trabalho e nos conectar mais com a gente mesmo, com a família, com os amigos”, elogia.

Recentemente, o profissional de educação física ficou hospedado no Vila Aty durante um final de semana, e conta ter tido uma experiência excelente, mesmo tendo enfrentado um dia de chuva durante sua estada.

“Eu acho que precisamos estar em um lugar onde, mesmo com chuva, a gente tenha opções de atividade. Eu gosto muito do clima do hotel, do atendimento, tomar uma bebida na piscina, ir andando para a praia, ir a um restaurante mais perto à noite, ir aos bares da praia, que sempre está abrindo um estabelecimento novo”, detalhou.

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